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Palomino para mochileiros: Dicas, passeios e roteiro

Pense em uma praia longa e quase deserta, entre dois rios, coroada por coqueiros que balançam ao ritmo da brisa do mar. Suas águas, normalmente agitadas, são o oposto da vida local, que segue a passos lentos e preguiçosos, entre ruas de terra e a areia da praia.

Praia de Palomino. Foto: Brennan Ehrhardt

Essa é Palomino, no litoral norte colombiano. O pequeno povoado ainda está desabrochando no turismo local, mas cativa a todos os seus visitantes com paisagens belíssimas, seja na praia ou na serra.

Palomino é o primeiro vilarejo do departamento de La Guajira, o mais indígena de toda a Colômbia. Não é difícil encontrar índios das tribos Kogi e Arhuaco vendendo suas bolsas artesanais ou fazendo compras nas vendinhas da rodovia que corta a vila.

COMO CHEGAR

Para chegar neste pequeno paraíso, você deve pegar um ônibus em Santa Marta que atravessa a Troncal del Caribe, uma rodovia entre a Sierra Nevada e o litoral caribenho, permeada por árvores e ocasionais povoados.

A viagem dura em média duas horas, sendo que a metade do caminho é a entrada principal do Parque Tayrona, outro destino imperdível para quem está na região.

Por ser um lugar de difícil acesso, muitas pessoas escolhem deixar suas bagagens grandes no hostel em Santa Marta. Eles já estão acostumados e a maioria possui um depósito para guardar seus pertences com segurança.

O ideal é combinar a visita a Palomino com a estadia de pelo menos uma noite no Parque Tayrona e, se você tiver tempo e disposição, pode estender a viagem para o ponto mais ao norte da América do Sul, Punta Gallinas. E acredite: para fazer tudo isso, quanto menos peso você levar, melhor.

Palomino é a última parada do ônibus, que vai te deixar no meio da rodovia sem maiores cerimônias. Assim que as portas se abrirem, os mototáxis vão te abordar. A corrida é muito barata, normalmente não passa de 3 mil pesos, o que não dá nem cinco reais, então vale a pena subir na garupa e se aventurar pelas ruas de terra da vila até o hostel. Se a ideia é economizar mesmo, a caminhada até a praia é de mais ou menos 15 minutos.

Caminho da rodovia até a praia. Foto: Brennan Ehrhardt

ROTEIRO

Se você combinar esta visita com o Tayrona, vá antes ao parque e depois descanse nas belas praias de Palomino por pelo menos uma noite.

Ao chegar, almoce em algum dos modestos restaurantes da rodovia ou da rua principal e desça para a praia para aproveitar os últimos raios de sol. À noite, se for um dia de semana, contente-se em sair para comer e olhar as estrelas. No final de semana, há alguns hostels e restaurantes que contam com música ao vivo, mas a vida noturna não é o forte de Palomino.

No dia seguinte, acorde cedo para curtir um passeio pela mata e fazer a descida em boia pelo rio Palomino, que termina na praia. Aproveite um solzinho e depois do almoço você vai ver que a praia está mais cheia e com muitos surfistas. Você pode alugar uma prancha ou fazer aulas de surf e depois jantar pela praia mesmo.

Se a ideia é descansar, uns dias a mais podem ser o ideal para caminhar pela serra, fazer yoga ou apenas recarregar as energias antes de seguir viagem para Punta Gallinas ou voltar para Santa Marta.

HOSPEDAGEM

É muito comum que se planeje ficar em Palomino uma ou duas noites, mas que a estadia vá se estendendo até onde der. Palomino possui uma energia muito boa e a tendência é ficar ali para descansar da correria da viagem por quanto tempo seu roteiro permitir.

A vila possui opções de hospedagem para todos os gostos e bolsos. Na rua principal, que desce da rodovia até a praia, estão hostels com preços tentadores. Com menos de R$ 35 você encontra opções que incluem café da manhã.

Estes mesmos hostels econômicos oferecem uma opção ainda mais roots de hospedagem: redes por cerca de R$ 20. Elas geralmente possuem um mosquiteiro que te garante uma bela noite de sono longe dos pernilongos. Esta opção não estará em sites de busca como o Booking.com, então ao chegar no hostel, pergunte se hay hamacas.

Hamaca en Palomino. Foto: Brennan Ehrhardt

Há também alguns hostels mais badalados, como é o caso do The Dreamer, um hostel com cara de hotel que é campeão de venda entre os visitantes estrangeiros, cheio de atividades e entretenimento. Outro destaque é o hotel e restaurante Finca Escondida. Este, sem dúvidas, tem a melhor relação custo-benefício, já que oferece acomodações compartilhadas, redes e camping por um preço justo e é literalmente pé na areia.

 

 

PASSEIOS

 

Descida do rio Palomino em uma boia

Você vai ver alguns mototaxistas andando com turistas e desajeitadas boias. Eles estão indo para o rio que dá nome à vila para fazer o passeio mais famoso do local.

Você pode negociar o valor diretamente com os mototaxistas que ficam na rua principal e na rodovia ou se informar no hostel em que você está hospedado. Há a opção de ter um guia local para te acompanhar na caminhada e ajudar na descida do rio, mas o passeio pode ser feito sem guia tranquilamente.

A aventura começa no meio da mata e você deve caminhar cerca de uma hora até chegar na beira do rio. A paisagem é maravilhosa e se você for cedinho, vai poder ver de longe os picos nevados e reluzentes da Sierra de Santa Marta.

Chegando lá, é só segurar bem os seus calçados, sentar confortavelmente na boia e apreciar a vista. Por isso, quanto menos coisas você levar, melhor. A descida é normalmente muito tranquila, mas existem trechos mais velozes que podem molhar seus pertences.

A descida deve durar cerca de uma hora em um ritmo lento e agradável. Como as águas do rio vem da Sierra Nevada, elas podem estar bastante frias, por isso evite ir nas últimas horas do dia ou você vai chegar na praia congelando.

 

Eco caminhada

Existem alguns guias que oferecem caminhadas guiadas pelas montanhas, inclusive passando em algumas tribos para conhecer a vida dos índios locais.

Este tipo de passeio, desde que feito com pessoas credenciadas, pode ajudar e muito a vida dos locais. Converse na recepção do seu hostel para obter informações de horários e dias em que os passeios saem.

 

Aprecie o céu

O céu em Palomino é um espetáculo à parte e se você calhar de ir durante a Lua Nova, vai ver constelações que não imaginava que existiam. Depois do jantar, um bom lugar para fazer digestão é deitado nas areias da praia, se surpreendendo com as estrelas cadentes. Não esqueça de levar uma lanterna para voltar para o hostel, pois a iluminação noturna, felizmente, não é das mais brilhantes.

Caminhada na serra com as boias. Foto: reprodução. https://latinchattin.com/2014/05/24/palomino-beach-combing-river-tubing/

Se o papo for bom e você varar a noite na praia, você pode se dirigir para o rio San Salvador, uma caminhada de meia hora da rua principal, para apreciar um belíssimo nascer do sol. Nas primeiras horas da manhã é possível ver nitidamente os picos nevados da Sierra de Santa Marta. Se você não for muito madrugador, pode deixar para ver o pôr-do-sol no rio Palomino.

DICAS

Não se esqueça de levar dinheiro em espécie. Por ser uma vila muito pequena, grande parte dos estabelecimentos é familiar e não aceita cartão. Além disso, o caixa eletrônico mais próximo está a alguns quilômetros e chegar lá é, além de cansativo, um pouco caro.

Marina Ferrarezze

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